O Grêmio tem um jogador que desfila de cabeça erguida, na vertical, com passadas largas. Às vezes, é displicente, atira as mãos à cintura e erra muitos passes, porque seus passes são para frente, não para os lados, como os da maioria dos jogadores. Entretanto, tem velocidade, uma visão de jogo invejável e toques de calcanhar precisos Em certas ocasiões, lembra o argentino Montillo, ele que também fala espanhol, mas é uruguaio. Falo de Maxi Rodríguez, jogador em quem aposto muito e que precisa se tornar urgentemente titular do time do Grêmio. Ontem, de novo, entrou muito bem, passeando pelo tapete verde como há muito não se via no palco da Arena.
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O Grêmio, depois de fazer o gol, lembrou o velho Grêmio, seguro e com personalidade. Antes, porém, foi um pavor. Sempre imaginei que o Vasco estivesse mais perto de abrir o placar. Contudo, quando Rodolpho fez o gol de cabeça, os nervos se acalmaram e o time apresentou um bom futebol, sem oferecer riscos. Além de Rodolpho e de M. Rodríguez, quem gastou a bola foi Souza, que dominou o meio de campo e, para mim, teve a melhor atuação em campo. Agora, contra o Flamengo, o time precisa manter essa dinâmica dos últimos quinze minutos para buscar a vitória e, enfim, a reabilitação no campeonato. Se bater o rubro-negro, o tricolor entra com força nas três rodadas finais do Brasileirão.
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