Ao final do jogo de ontem, o que
mais se ouvia era um clamor: por que não Zé Roberto, Renato? O treinador
franzia o cenho, sorria amarelo, dava uma resposta mais ríspida. Verdade, Zé
Roberto podia ter entrado, talvez até começado o jogo. Ninguém há de negar que,
antes da parada, vinha sendo o melhor homem do Grêmio, esbanjando categoria e
fazendo belos gols. Daí a insistente pergunta: por que não Zé Roberto, Renato?
Outro que viu boa parte da partida
do banco foi Elano. Organizador de time, batedor de faltas, dono de um chute
potente de fora da área. A este coube pelo menos cerca de vinte e cinco minutos
no gramado esburacado da Vila Capanema. Soube prender bem a bola e desafogar um
pouco o time, porque estava um sufoco. Com Elano na meia-cancha, o Grêmio
respirou mais.
Esses dois meio-campistas de grife, até
então reservas incontestes na medida em que o Grêmio fazia os resultados, de
repente tornaram-se os equívocos de Renato. Para além dos supostos problemas físicos, todos agora têm um palpite de por
que não jogam, sobretudo Zé Roberto. Estaria acertado com o São Paulo, dizem, e
eu não duvido, que fique claro.
Para mim, porém, esses dois equívocos
– se equívocos foram – passariam batido. Particularmente e com o velho direito
que se tem de dar opinião, embora logo ali eu corra o risco de ser apedrejado,
particularmente, repito, gostei de Lucas Coelho. Jogou bem, em especial quando
caiu pelo lado do zagueiro Luiz Alberto. Não sentiu o peso da decisão, fez boas
jogadas de pivô e até mandou uma bola para a lua. Por isso, não entendi o
motivo de ter sido sacrificado em prol de Mamute, que atuava pior e, desconfio,
tenha sido o responsável por todos os impedimentos do Grêmio no cotejo.
Quero dizer com isso que livro a
cara de Renato: eu também teria começado com os meninos, ainda que sem aquele
discurso pronto de que ganham bem, namoram etc. Claro, durante os noventa
minutos, eu teria chamado Zé Roberto ou Maxi, mas este a meu ver não foi o erro
capital. Este erro passaria batido. Como os de Elano e de Riveiros de cabeça. O
que não dá para deixar de lado e não vi ninguém da imprensa gaúcha falar foi a
liberdade que teve durante os quase noventa minutos em que esteve em campo
outro veterano: o gremista Paulo Baier.
Fosse eu repórter, pelo dever de
jornalista, perguntaria a respeito de Zé Roberto, sim. Contudo, o que não
deixaria de modo algum de questionar, e com insistência, seria: por que não um
marcador exclusivo para Paulo Baier, Renato? Na quarta que vem o Tricolor terá
de se superar e desconfio de que deixará o tapete verde desclassificado. O que
não é de todo ruim, visto que tive essa mesma impressão diante de Santos e
Corinthians. Entretanto, se o Grêmio se classificar, fica aqui a premonição,
será com gols de Barcos. Porque histórias de verdade devem sempre ser costuradas por linhas
tortas.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 1 X 0 GRÊMIO
Local: Estádio
Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 30 de outubro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)
Cartões amarelos: Ederson (Atlético-PR); Alex Telles e Bressan (Grêmio)
Gols: ATLÉTICO-PR: Dellatorre, aos 36 minutos do primeiro tempo
Data: 30 de outubro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)
Cartões amarelos: Ederson (Atlético-PR); Alex Telles e Bressan (Grêmio)
Gols: ATLÉTICO-PR: Dellatorre, aos 36 minutos do primeiro tempo
ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid,
Zezinho (João Paulo), Everton e Paulo Baier (Frán Mérida); Dellatorre (Ciro) e
Ederson Técnico: Vagner
Mancini
GRÊMIO: Dida; Werley, Bressan e Rhodolfo; Pará, Souza, Ramiro, Riveros e Alex Telles; Lucas Coelho (Elano) e Yuri Mamute (Paulinho) Técnico: Renato Gaúcho
GRÊMIO: Dida; Werley, Bressan e Rhodolfo; Pará, Souza, Ramiro, Riveros e Alex Telles; Lucas Coelho (Elano) e Yuri Mamute (Paulinho) Técnico: Renato Gaúcho
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