Verdade,
entreguei-me a um exercício malfadado de adivinhação e acreditei em um
centroavante que de costume não faz gols. É que sempre gostei de finais
surpreendentes, desde a personagem que sai com a cabeça decepada da amante
ladeira acima até aquele assassinato em que há uma reviravolta no capítulo
final. Mea culpa. O pior nem é isso, mas que, ontem, a cada gol perdido de
Barcos e, vá lá, de Kleber, eu tinha a certeza, a certeza absoluta de que o
desfecho imprevisível estava logo ali à frente, que eu veria a epopeia de um
anti-herói e chegaria aqui no dia seguinte e diria: "eu avisei, eu
avisei". Entretanto, para a desilusão de meus vaticínios e para a minha própria
tristeza, redundância que hoje se explica, o milagre da multiplicação dos gols
não aconteceu e o Grêmio está eliminado da Copa do Brasil. Também pudera, quando
o melhor atacante do time é um volante de nome Ramiro... A memorável jornada
que levaria Barcos do inferno ao céu não aconteceu e o ato final que o
consagraria e glorificaria também não. Barcos é como um texto manjado do início
ao fim. E ruim.
Agora, é preparar-se para o que há de vir...
ResponderExcluirAgora é tentar manter a segunda posição para sermos campeões da Libertadores ano que vem. Os últimos campeões da Libertadores ficaram em segundo no nacional!
Excluir